Reflexões sobre a infância

Reflexões sobre a infância

O mês das crianças, mesmo sendo uma data comercial, nos inspira a refletir sobre essa fase da vida.

Nícolas, meu filho, era muito pequenininho quando lhe falei: “Hoje é Dia das Crianças, Nícolas! E você é uma criança, você sabia?”. Ele olhou pra mim com uma carinha bem sapeca e respondeu: “Sim! Nícolas é uma criança feliz!”.

E era mesmo. Nícolas foi uma criança muito feliz. Hoje, vive outra fase... tão encantadora quanto a infância, mas bem mais desafiadora: a adolescência!

Há anos observo os mais velhos dizendo que bom mesmo era ser criança no seu tempo. E “o seu tempo” às vezes são os anos 50, 60, às vezes 70 ou 80...

Discordo de todos. Ser criança é bom em qualquer tempo.

Vendo meus filhos crescendo e sendo criança em meio a tablets, tvs, computadores, concluo que a infância é algo divino. É divina a alegria, a pureza, o interesse por tudo. A imaginação, o encantamento pela natureza. Foi assim nos anos 50, é assim hoje, será assim sempre.

Difícil é cuidar para que as crianças possam ser crianças. Porque cada vez mais estamos enchendo-as com as nossas coisas de “gente grande”, com tudo artificial que criamos.

Tenho pensado que o nosso papel, como adultos, é cuidar para não atrapalhar essa infância, protegendo as crianças para que possam crescer a seu tempo e a seu modo. Deixar que brinquem e desfrutem desse mundo em que vivem.

Adoro o livro da Editora Lire João do Urso Filho. Inspirado em vivências reais, a autora oferece às crianças estímulos naturais. João, a criança do livro, faz pé de bichos, conserta pernas de girafas, compartilha sonhos com a amiga. Para as crianças, o livro é um espelho. Elas se divertem com as brincadeiras do João e brincam junto com ele. Para os adultos, é um convite à recordação. É impossível ler e não lembrar da criança que fomos! É um livro sensível, puro, quase poético.

Que possamos fazer como o João e aprender, com a natureza, que tudo tem o seu tempo. E que é precioso o tempo da infância. Vamos dar às nossas crianças todo o carinho e proteção que merecem. Enchê-las de recordações felizes desse tempo de inocência para que, ao crescerem, possam encontrar nessas recordações inspirações felizes para o adulto que vão ser.

Feliz dia, meses e anos de infância para todas as crianças que nos rodeiam!

 

Por Tábata Duarte Lage Cazorla

Próximo artigo De pai para pai - uma carta que celebra a oportunidade de se eternizar na vida dos filhos.

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